Segundo o ministro, a idéia é que todos os senadores possam se inteirar do assunto, esclarecer suas dúvidas e por fim, viabilizar o trâmite do PL na casa, facilitando a sua aprovação. “Meu pedido é que plenário possa examinar a matéria com urgência”, defendeu Silva. Em seguida, ele fez um relato das medidas que serão adotadas para conforto e segurança nos estádios e lembrou os pontos críticos da criminalidade nos estádios do país. “Desde 2003 foram registradas cerca de 38 mortes relacionadas ao futebol, dentro e fora dos estádios”, citou.
Sensibilizado com o apelo do ministro, o senador Flávio Arns julgou o pedido procedente. Ele explicou que, por se tratar de uma matéria que mexe com penalização, ou seja, com tipos de crimes esportivos, o projeto de lei deverá passar, primeiramente, pela avaliação da Comissão de Constituição e Justiça e depois, pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte. “Para que possamos ganhar tempo, sugiro que essa audiência pública seja conjunta, com a participação de todos os senadores das duas comissões, orientou o parlamentar.
O encontro contou ainda com a presença do deputado federal, Eduardo Barbosa (PSDB/MG) e do assessor parlamentar do Ministério do Esporte, João Luiz dos Santos. O deputado Eduardo Barbosa é o atual presidente da Associação Nacional das Apaes - o senador Flávio Arns também presidiu o cargo. Barbosa fez um depoimento emocionante sobre um familiar que foi vítima de briga entre duas torcidas organizadas de times mineiros.
Seu sobrinho que pertence a torcida Mancha Azul foi vítima de espancamento da torcida adversária, da qual a namorada fazia parte, a Galoucura. “Eles queriam que a garota terminasse o namoro com meu sobrinho. Como o casal não acatou, bateram nele bastante. O rapaz ficou internado por quase 50 dias numa unidade intensiva (UTI) e teve graves seqüelas, como perda da voz e dos movimentos das pernas”, relatou, ao manifestar-se totalmente favorável pela aprovação do projeto, que tira do anonimato quem promove a violência.
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Daniel Oliveira da Paixão